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Solenidade da Câmara reverencia os 500 anos da Reforma Luterana

No dia 31 de outubro de 1517, o padre e teólogo Martinho Lutero afixava na porta da Igreja de Wittemberg, na Alemanha, 95 teses que recriminavam a deturpação do evangelho, a corrupção, o enriquecimento ilícito e chamavam o cristão ao arrependimento, à livre interpretação da Bíblia e à fé na justiça, na graça e na misericórdia divina. Tal ato promoveu mudanças significativas não somente na religião como no modo de pensar e agir da população.

Cinco séculos depois, as consequências da Reforma Protestante promovida por Lutero reverberam em todo o mundo e a Câmara de Lages deu vazão a este momento com a proposição de uma sessão solene sobre este importante marco histórico. A solenidade, proposta pelo vereador Jean Pierre Ezequiel (PSD), reuniu membros da comunidade luterana e autoridades do município na noite de 25 de outubro.

“Lutero diz que o pecador é salvo mediante a fé, sem precisar pagar por isso. Possibilitou o direito de cada cristão ler e interpretar a Bíblia em nome da verdade, na língua do povo e não em latim, incentivando ainda a criação de escolas para que todos pudessem ler e interpretar a bíblia. Também na composição de hinos com melodias contemporâneas para que todos pudessem louvar a Deus e perceber que ninguém é perfeito na tomada de decisões, mas que Deus concede o perdão para todos que se arrependem”, disse em sua fala o vereador Jean.

Ele também apresentou a lei municipal 4225/2017, que institui em 31 de outubro o Dia Municipal da Reforma Protestante, e destacou importantes contribuições motivadas pelas comunidades luteranas como a fundação de universidades que estão entre as melhores do mundo como Harvard, Oxford e Princeton, a construção da primeira escola primária da Europa, entre inúmeros cientistas que contribuíram para o avanço da ciência moderna.
 
Um Deus de amor ao invés de um senhor implacável
 
Pastor da Comunidade Evangélica Luterana, localizada no bairro Triângulo, Rafael Wilske trouxe para a atualidade algumas das reflexões de Lutero. “Se tivesse a oportunidade de falar em nome da Educação, Lutero diria: ‘pais, parem de terceirizar a educação dos seus filhos’. Os alunos precisam saber o que é respeito, valorizar o professor, gratidão, respeitar o colega. Se pudesse falar em política, ele diria algo bem simples: ‘Nós todos somos políticos’, pólis, cidade, somos todos responsáveis pela nossa cidade, por aquilo que desejamos”, explanou Wilske.

Em nome da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana, do Conta Dinheiro, o pastor Marcos Henrique Fries, falou sobre a trajetória de Lutero.“Ele foi ensinado a temer a Deus, não no sentido de respeitar, mas ter medo. Via Deus como um juiz implacável, um senhor sentado no trono, em suas mãos uma espada e dos olhos saiam raios que puniam os pecadores”, conta. Em seguida, Lutero teria abandonado a faculdade de Direito e se refugiado em um mosteiro na expectativa de não ser punido pelos pecados. Ele teve acesso à Bíblia, a qual leu com fervor, na ânsia de conhecer mais a Deus.

“Neste estudo, ele descobre que o Deus apresentado a ele não era o Deus bíblico. Ao invés de punição, a resposta que Deus deu ao pecado do homem foi Jesus Cristo, que assume os pecados dos homens como se fossem dele. Neste momento Lutero sentiu a maior libertação da sua vida, que Deus é amor, que aquele que crê e tem fé na obra de Jesus é salvo de graça. (...) Descobriu na palavra de que é amado por Deus e em 1517 compartilha com o mundo a sua liberdade. Uma descoberta que hoje estamos reverenciando. Louvamos a Jesus, mas agradecemos a Lutero por esta descoberta”, finalizou o pastor.

Representante do Poder Executivo na ocasião, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Mario Hoeller de Souza (Marião) disse que todos devem se inspirar em Lutero para a promoção das reformas que a sociedade necessita para se aprimorar. “Precisamos de mais uma reforma, que não é o governo que tem que fazer, mas nós, dentro das nossas casas, nas ruas, na sociedade que fazemos parte, sendo cidadão, político ou não, porque senão vamos perder o rumo como acontecia há 500 anos”.

A cerimônia foi abrilhantada por apresentações do Coral Martin Luther e houve trocas de gentilezas entre a Câmara e a comunidade luterana, com diplomas de mérito, placas comemorativas, livros e uma Bíblia com o estudo da Reforma. “Momentos como este nos fazem refletir sobre a nossa existência. Me senti muito forte, ouvindo a palavra e a história de Lutero. A gente aprende todo dia e esta Casa tem a obrigação de estar de portas abertas a todos, pois quem sai ganhando somos todos nós, a comunidade lageana”, comentou a presidente Aida Hoffer (PSD).


Fotos: Deise Ribeiro (Câmara de Lages)
 
Everton Gregório - Jornalista 
Assessoria de Imprensa - camaralages@camaralages.sc.gov.br   
(49) 3251-5416

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